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Fringe

É chegado o momento de eleger as 10 melhores séries do ano de 2012, produções que merecem nossa atenção e que foram, através de uma votação entre os colaboradores do Canal de Séries, declaradas as melhores de 2012. Portanto, pegue caneta e papel e prepara-se para anotar as séries que faltaram na sua watchlist.

10. American Horror Story por Gabriel Dias

American Horror Story

Evoluindo em grande escala da primeira para a segunda temporada, American Horror Story tornou-se um dos drama sobrenaturais de maior destaque no ano de 2012. Enquanto Ryan Murphy acrescentava seus pesadelos mais insanos a trama de "Asylum", episódio após episódio, mais eu admirava sua habilidade de conectar os fatos e lidar com personagens de maneira surpreendente e imprevisível. E se há algo que não se possa dizer de AHS é que se trata de uma série vagarosa. O ritmo estabelecido chega a ser frenético em certos pontos e o que para muitos soa como uma descarga bizarra de aleatoriedades, para outros acaba por ser prato cheio para entretenimento. Dessa forma, demônios, alienígenas, serial killers, fantasmas, ceifeiros e monstros se reúnem em "Asylum", derrubando as paredes do conservadorismo de uma religião falsa estabelecida na época e criticando métodos de cura duvidosos, vide o ritual de reversão do homossexualismo que a série revela. Não resta dúvidas de que a dita salada de elementos clichês do gênero terror tenha sido bem sucedida e, por conseguinte, tenha proporcionado arrepios semanais como nenhuma outra série é capaz de fazer nos dias atuais.

9. Suits por Marco Pontes

Suits


O canal USA não é conhecido por possuir séries que são de explodir cabeças ou que constantemente são indicadas a prêmios importantes. Porém, a leva de dois anos para cá está inexplicável e Suits se enquadra bem na excelência que a emissora anda apresentando. Sua segunda temporada foi simplesmente arrebatadora, em todos os sentidos. A primeira temporada pode até ter sido boa, mas a segunda trouxe grandes acontecimentos e desenvolvimentos, plot twists e muita comédia, uma combinação que só Suits consegue fazer. Sem dúvidas, uma excelente temporada. Jogo de poder, casos conturbados, relacionamentos improváveis e alianças mais improváveis ainda, só para resultar em um final avassalador. O relacionamento entre Harvey e Mike continua dando gás à uma série praticamente irretocável, que consegue passar de drama para humor em questão de segundos e ainda consegue fazê-lo sem passar vergonha.  

8. Person of Interest por Gabriela Cerutti


Person of Interest

Só pelo fato de ter JJ Abrams, Bryan Burk e Jonathan Nolan no comando, Person of Interest seria no mínimo algo interessante. Mais do que isso, eles cumpriram com maestria a missão de satisfazer seus ávidos fãs com um enredo eletrizante trilhado por um dos melhores quartetos já vistos na TV. Temos o empresário gênio em computadores Finch (Michael Emerson), o homem por trás da Machine que fora anteriormente criada para ajudar o Governo com a prevenção de atos terroristas - mas prevê todo e qualquer tipo de crime secundário - e que lidera o grupo. O veterano de guerra e ex-agente da CIA Reese (Jim Caviezel), que vivia como mendigo quando foi recrutado por Finch e agora tem um novo propósito de vida. E a dupla de detetives Carter (Taraji P. Henson), uma mulher forte e valente que por um bom período quis prendê-los mas passou para o lado deles quando descobriu o verdadeiro objetivo, e Fusco (Kevin Chapman), um homem complicado que vive com problemas com o HR e apesar de reclamar dos métodos de Reese está sempre a postos. Lutando juntos semana após semana pra salvar algum cidadão escolhido pelo número do Seguro Social (documento similar ao nosso CPF). E constantemente precisam evitar serem pegos pelo FBI. O quarteto sempre pode contar com Zoe (Paige Turco), personagem recorrente que tem tudo pra se tornar fixa e ainda um par para Reese. E além dos personagens cativantes e maravilhosas cenas de ação, a série ainda com diálogos de um humor inteligente que sempre vem pra aliviar a tensão dos momentos mais críticos. E nessa 2ª temporada Person of Interest também ganhou um mascote, Bear. Um Pastor Belga Malinois que foi resgatado por Reese de uma gangue ariana e que rende momentos inusitados e divertidos. E é por todos os motivos citados e vários outros que só quem acompanha sabe é que Person of Interest está entre as melhores séries de 2012.

7. Once Upon a Time por Gabriela Delsin

Once Upon a Time


De flop certo dentre as estreias da temporada anterior, Once Upon a Time se tornou uma das queridinhas do público, com uma qualidade inesperada – excetuando os efeitos especiais, que são dispensáveis quando se tem um bom enredo. A série trouxe tramas consistentes, demonstrando que a história que une personagens e acontecimentos - a maldição à Storybrooke - foi muito bem pensada: todos os elementos apresentados se alinham e dão mais sentido ao que já vimos, assim como aguçam nossa curiosidade. Outra qualidade da série é que não há enrolação. Todos pensavam que, por exemplo, a maldição demoraria temporadas para ser quebrada (se o seriado durasse tudo isso) e que após esse evento não haveria mais história a ser contada. Ledo engano! A segunda temporada é a prova de como há muito para ser visto. Além disso, os novos personagens continuam sendo coerentes com a trama e trazem novos enigmas. Quem não gostou de saber mais sobre a história de Emma e o pai de Henry? De descobrir que Cora e Capitão Gancho sempre tiveram um plano e ficaram congelados naquela parte do reino de propósito? De que o nome de Emma, que Rumpelstiltskin insistia em saber nos primeiros episódios, se revelaria tão relevante? Ou ainda de ver Mulan, Bela Adormecida e Branca de Neve lutando juntas? E, claro, menção honrosa ao episódio excepcional de Halloween em que descobrimos a verdadeira identidade do Dr. Whale. Por saber juntar contos e personagens tão distintos de forma a criar uma mitologia própria, Once Upon a Time merece um lugar no top das melhores do ano.

6. Game of Thrones por Kellen Baesso

Game of Thrones


Game of Thrones é sinônimo de emoção. A qualidade também é uma das primeiras características que surgem na cabeça assim que o nome da série aparece, muito pela primeira temporada excelente que teve. A expectativa ao fim de uma temporada de enorme sucesso fez jus e a segunda temporada de GoT teve elementos de deixar o público sem fôlego. Foram tantos acontecimentos, personagens novos, heróis novos e aquelas conhecidas cenas de tensão e de tesão também, porque se tem uma coisa que a produção não deixa para trás é o apelo sexual e os corpos nus. Faz parte do que a série é. Assim como as mortes, a violência e os personagens de má índole. Tivemos guerra, Tyrion dominando a temporada e sendo excluído, Arya e suas "mortes", Theon mostrando quão FDP é e tendo seu castigo por isso, Robb agindo impulsivamente e até a fumaça preta de Lost deu as caras. Apesar de alguns episódios mais lentos, a temporada foi ótima e terminou com aquele gostinho de quero muito mais. Com Jon e os selvagens e todos aqueles zumbis mostrando seus corpos pela primeira vez. Os Lannister continuam no comando, mas Dany recuperou seus dragões e indicou que vem com tudo na briga pelo trono. A guerra está longe de terminar e enquanto isso esperamos ansiosos pelos novos episódios em 2013.

5. Hit & Miss por Arlane Gonçalves

Hit & Miss


Hit & Miss é a série de premissa mais esquisita que já vi. Nem nos meus mais profundos sonhos imaginei juntar um transexual assassino, pai de um menino órfão de mãe com mais dois irmãos deste e, por que não, vizinhos disfuncionais e um namorado heterossexual de sobremesa. É simplesmente muita trama louca junta, formando algo praticamente impossível de funcionar. Por incrível que pareça, H&M funcionou. Não só funcionou como foi maravilhosa. A cada episódio que se passava aquela sensação de satisfação com o que eu via na tela, junto com a sensação de surpresa e terror, me davam a certeza de que aquilo era uma das melhores coisas que eu já tinha visto. A atuação sem restrições de Chloë Sevigny, mais o roteiro cru de Paul Abbott, resultavam num par perfeito. E a inocência petulante de Jorden Bennie na pele do menino Ryan completava o cenário inóspito e absurdo em que Hit & Miss se passava. No final, a receita que parecia ser a mais errada do mundo, se encaixava perfeitamente em seus insanos ingredientes.

4. The Walking Dead por Mario André

The Walking Dead

A terceira temporada de The Walking Dead foi impecável, sem uma única baixa. Como já é costume, a série desafia de vez as convenções de narrativa de dramas de TV. Qualquer personagem pode morrer a qualquer momento e a vida só vale pelo momento pelo qual se passa. O resto é lucro. Para fãs do gênero horror, TWD é ótima pedida. Nessa temporada tivemos maneiras cada vez mais emocionantes de se matar zumbis (walkers, como são chamados), como as flechas certeiras de Daryl e a katana fatal de Michone, como também mortes de walkers em aparato policial com capacetes e proteção contra multidões, ou Glenn cortando a cabeça de um walker ao meio. The Walking Dead é, também, um profundo estudo de personagem na figura de seu protagonista, Rick, que de policial certinho e seguidor de todas as leis acaba beirando a loucura, transformando-se e chegando às últimas consequências na sua sobrevivência e na proteção de sua família e de seu grupo. Diante do apocalipse, cada um reage de uma maneira, e a única coisa certa é que ninguém permanece o mesmo. As mudanças são viscerais e dolorosas. E a adesão de um novo vilão, o Governador, foi decisiva. Um homem de fala mansa, boas maneiras, que oculta uma loucura e uma distorção de caráter, a ponto de cuidar de sua filha zumbi como se fosse viva e manter tanques com cabeças de walkers. Enfim, The Walking Dead nos faz questionar o que é ser humano.

3. Breaking Bad por Arlane Gonçalves

Breaking Bad


Breaking Bad não tem mais nada a provar. Ainda assim, nos oitos dos dezesseis episódios finais que foram exibidos, presenciamos o início do fim do monstro que vimos crescer tão humanamente por quatro anos, no que seria o purgatório do personagem, uma espécie de caminho de volta do caminho que ele traçou até aqui. Todas as suas ações foram criando consequências das quais ele não conseguirá fugir, seja pelo carma que pagará em vida, seja pelo câncer que lhe trará a morte. Como estamos na reta final, a pergunta de se haverá um final feliz para Walter e/ou Heinsenberg eventualmente é feita. Contudo, “Gliding Over All” foi sarcástico ao dar aos White um momento de realização plena minutos antes de Hank e o destino se toparem da maneira mais aleatória possível. Além desta trama sobre o fim de W.W., presenciamos a evolução de Skyler saindo do posto de parceira para refém, e de Jesse, saindo do posto de parceiro para um de quase inimigo. Enquanto o império de Gus se desmorona, também presenciamos a decadência de Mike e o crescimento de Lydia, num espaço que poderia ser julgado como inexistente para que personagens fora do círculo protagonista tivessem considerável interferência na história. Tudo isso, claro, sempre cercado com aqueles momentos de estupenda tensão. O roteiro, por mais incrível que seja, não perdeu seu “gingado” e mostrou toda essa evolução sob a mesma nuvem de morte e incerteza que dominou as temporadas anteriores, cada cena como se fosse a primeira vez. Breaking realmente não tem mais nada a provar, mas isso continua não impedindo que ela mostre, cada vez mais, o que realmente é televisão de qualidade.

2. Fringe por Gabriel Dias

Fringe

Não tão espetacular quanto em sua terceira temporada, porém ainda intrínseca e eficaz na construção da trama que conduz, Fringe é o sci-fi mais sólido dos dias atuas. Sua quarta temporada trouxe em sua segunda metade episódios capazes de nos fazer pular da cadeira e em paralelo nos emocionar, como "Worlds Apart" e o já clássico "Letters of Transit" que nos introduz ao futuro de 2035, focado brilhantemente em sua quinta temporada. E embora tenha encaminhado sua trama em um ritmo mais lento, Fringe neste ano manteve a qualidade dos dramas, sua escala humana e tem construído categoricamente uma finale promissora, na qual segundo Anna Torv "ninguém está seguro". A segunda posição é portanto uma escolha emocional de um fã que sentirá no dia 18 de janeiro o peso de estar perdendo a sua série favorita. Fringe representa muito mais do que casos bizarros e investigações semanais. Ela é um estudo da capacidade humana de lutar, unir e perseverar diante do inimigo que a aflige. Que Fringe nos reserve nestes episódios finais o melhor de seus 5 anos e deixe seu legado marcado em cada segundo de sua series finale dupla. Até lá continuaremos a ter nossos queixos ao chão aguardando a última explosão de cabeças.

1. Homeland por Rodrigo Canosa

Homeland


Grande campeã do último Emmy, Homeland comprovou em 2012 que o sucesso e prêmios obtidos por sua temporada de estreia não foram obra do acaso, tendo conseguido mais uma vez superar as expectativas e não só repetir como ainda suplantar em qualidade a temporada de 2011. Investindo em roteiros ousados, com constantes reviravoltas e seguindo por caminhos surpreendentes, a série conseguiu entregar episódios excelentes ao longo de toda temporada, mantendo sempre o espectador interessado nos acontecimentos futuros, os quais foram tornando-se mais difíceis de serem previstos a cada novo episódio, culminando em uma season finale literalmente bombástica e deixando um gancho excelente e inesperado para 2013. Além disso, as atuações de Claire Danes e Damien Lewis foram mais uma vez decisivas para que a química entre os personagens principais funcionasse ainda melhor que na 1ª temporada e assim os dois protagonistas (tal como a série) são mais uma vez candidatíssimos a repetir a dobradinha e vencer o Emmy novamente. Quanto a nós, meros espectadores, só resta ficar na expectativa e aguardar até o final de setembro/início de outubro pelo início da 3ª temporada, tentando imaginar/adivinhar o que irá acontecer na série daqui para frente, porém torcendo para que sejamos surpreendidos positivamente mais uma vez.


Agora é a sua vez leitor. Deixe nos comentários a sua lista de melhores séries de 2012. 

Escute o C.S.Cast - 10 Melhores Séries de 2012 e nos ouça comentar a lista.

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